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Pai de brasileira morta
não crê em paz "nesta geração"
15 de julho de 2005 - (Estadao.com.br) O pai
da brasileira Dana Galkovitz - que foi morta na quinta-feira em
uma comunidade agrícola no sul de Israel depois de um ataque
com mísseis lançados a partir da Faixa de Gaza -,
disse que a violência na região preocupava muito a
estudante. "Dana queria muito a paz e fez tudo o
que pôde para contribuir para um melhor entendimento entre
os povos", disse Natan Galkovitz à BBC Brasil. "Durante
o serviço militar, ela fez todos os esforços para
tentar humanizar o tratamento dos soldados à população
palestina. Ela estava muito preocupada com a violência."
Natan expressou um profundo pessimismo
em relação às perspectivas de paz entre israelenses
e palestinos. "Não acredito que vai haver paz nem nesta,
nem na próxima geração. Talvez só daqui
a três gerações seja possível algum avanço,
quando os dois povos tiverem novos líderes." De acordo
com Natan Galkovitz, "com os líderes atuais, dos dois
lados, será impossível fazer a paz".
Dana, que tinha 22 anos, era estudante
de Comunicação na Faculdade Sapir e tinha terminado
o serviço militar recentemente. Durante o serviço
militar, ela serviu no departamento de educação de
militares, na Faixa de Gaza. Dana nasceu em Israel, mas tem dupla
cidadania (israelense e brasileira), já que seu pai nasceu
em São Paulo. Especialista em computadores, Natan Glakovitz
mora há 20 anos no Kibutz Bror-Hail, onde a maior parte dos
moradores é brasileira.
Ele contou que Dana estava chegando
em sua casa, na comunidade agrícola de Netiv Ha´asara,
quando o Hamas lançou mísseis contra o local. "O
quarto míssil atingiu diretamente a cabeça da minha
filha, e ela morreu imediatamente", disse ele. O pai também
contou que Dana falava português fluentemente. "Eu sempre
falei com ela em português." Ele também afirmou
que ela tinha planos de visitar o Brasil em breve.
O secretário do kibutz Bror-Hail, Avraham Shenfeld, de 72
anos, acha que a paz é possível e que um acordo é
a única maneira de evitar tragédias como a que aconteceu
com Dana Galkovitz. "A paz é a única maneira
de garantir a segurança, mais do que qualquer tipo de defesa
militar", disse Shenfeld, brasileiro que mora no kibutz há
40 anos. "A morte de Dana é uma grande tragédia
para todos nós, ela era uma moça muito gentil, ruiva,
sempre sorridente." "Imagine que recentemente ela terminou
o serviço militar na Faixa de Gaza e morreu quando estava
na varanda da sua casa", disse.
http://www.estadao.com.br/internacional/noticias/2005/jul/15/71.htm
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